Canto gregoriano

A Música

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Os neumos

Um neuma é uma nota ou um grupo de notas (melisma) que pertence a uma sílaba. A idéia básica é que um neuma é uma unidade indivisível e deve ser executada como tal.

GO canto gregoriano tem sido escrito em pautas com 4 linhas há muitos séculos.
Há duas claves: a de Do (nos países ingleses, C), na quarta ou na terceira linha, raramente na segunda, e a clave de (F) na terceira linha (só uma vez na quarta linha: no ofertório Veritas mea no Comum dos mártires).
As notas podem ter os seguintes aspectos:

De basisneumen

Notas simples

Punctum
Virga

Virga e punctum são notas simples, só usadas em combinação, quer uma com a outra, ou com outras notas.

Grupos de duas notas

Pes ou Podatus
Clivis

Os pes, também chamados de podatus, indicam uma melodia ascendente, enquanto sua contraparte, o clivis, indica uma linha descendente. Sobre os acentos das palavras, os pes têm por vezes uma forma ligeiramente diferente, com a primeira nota mudando em initio debilis (início fraco). Neste caso, ela é executada como uma semi-colcheia.

Grupos de três notas (ou mais)

Torculus
Porrectus
Climacus
Scandicus

O torculus consiste de três notas, sendo a segunda a mais alta do grupo. Os intervalos entre as notas podem variar.

O porrectus é o oposto exato: alto-baixo-alto.
O climacus (em grego, escada), é uma linha descendente de notas (3 ou mais) sendo a primeira escrita com o padrão usual quadrado, as seguintes em notas menores. As notas descendentes são chamadas subbipunctis (os dois pontos debaixo), ou dependendo do caso, subtripunctis (com 3 notas).
O scandicus é o oposto do climacus: 3 ou mais notas numa melodia ascendente. O scandicus tem uma importante variante, o salicus. No salicus, a última nota isolada é um oriscus (voltaremos a isto depois). As notações quadradas das notas na Imprensa Vaticana raramente distinguem entre as notas oriscus e normal, mas a diferença tem importância ritmicamente: o oriscus acrescente à estrutura da melodia levando a linha a seu clímax na última e mais alta nota.

Neumas liquescentes

Um neuma liquescente só existe no final da sílaba, especialmente quando a pronúncia das sílabas seguintes terá possivelmente problemas. O caso mais comum é a sílaba que termina em -m, como em sanctum, ou quando ocorre um grupo consonantal, como em non confundentur. A Imprensa Vaticana indica os neumas liquescentes com uma nota muito pequena ligada ao fim do grupo. A principal guia para uma boa execução é uma pronúncia clara.

Oriscus

É difícil distinguir uma nota oriscus de uma outra, regular, na Imprensa Vaticana, mas os manuscritos medievais faziam uma clara distinção entre as duas. O significado real do oriscus tem sido amplamente debatido neste século mas os estudiosos em geral concordam que o oriscus sublinha a importância da nota seguinte. Desde a nova edição do Liber hymnarius, a nota oriscus ganhou sua própria grafia como nota.

Quilisma

Este é um dos neumas muito especiais, por vezes denominado como nota serrada. Ocorre principalmente em melodias ascendentes, tais como os pes ou o scandicus. Geralmente é interpretado como nota de transição o que significa que deve ser executado rápida e delicadamente. De acordo com achados recentes, contudo, existe uma conseqüência melódica disto também: o neuma quilisma aparece mais frequentemente em intervalos de semi-tom.

Custos

No final de cada sentença, ou quando muda a clave, o custos indica o tom da nota seguinte. Parece-se a uma nota pela metade e sua haste vai para cima. Trata-se apenas de uma peça de informação, e portanto, não precisa ser cantado.


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